Festival Latinidades 2021 inaugura a Cozinha Afrolatinas

Na edição de 2021 do Festival Latinidades, será inaugurada a Cozinha Afrolatinas, um espaço dentro da Casa Afrolatinas (DF). Durante os quatro dias de programação do festival, passam pela cozinha dois chefs: no sábado, dia 24, às 14h com Chidera Ifeanyi, do Restaurante Simbaz (DF). O Simbaz Culinária Afro Bar mapeou as principais características dos 54 países do continente africano. A proposta é oferecer ao público a culinária, língua e cultura das quatro principais regiões que compõem a África.

E no domingo,dia 25, às 14h05 com Mãe Baiana de Oyá. Ela é uma das principais líderes espirituais do candomblé do Brasil e importante militante pelos direitos da população negra e das comunidades de terreiro. É autora do livro Chão&Paz um manifesto político-religioso que celebra a paz entre os povos, exalta o fim das discriminações e relata a vida de uma notável mulher negra Brasileira. Atua hoje como Coordenadora da Renafro Centro-Oeste, das Mulheres de Axé do DF, além de ser a matriarca de um dos mais tradicionais terreiros do DF, o Ilê Axé Oyá Bagan.

“A gastronomia é elemento cultural determinante para todas as pessoas, por meio da qual é possível fortalecer identidades, gerar renda, garantir dignidade, autoestima e integração. A proposta é realizar uma série de programas audiovisuais para compartilhar a diversidade culinária preta e/ou feita por pessoas pretas”, explica Jaqueline Fernandes, co-fundadora da Afrolatinas e do Festival Latinidades 2021.

A 14ª edição do Festival Latinidades, maior festival de mulheres negras da América Latina, acontece entre os dias 22 e 25 de julho. O tema dessa edição é a “Ascensão Negra” com a função de ser mais que um festival, mas sim, um grande encontro de saberes e potências negras. Pelo segundo ano consecutivo, o festival acontece de forma 100% online, transmitido pela plataforma Youtube, no canal do Afrolatinas.
O projeto parte do lugar das artes e da cultura para dialogar, disputar narrativas e fortalecer diferentes saberes de mulheres negras: na academia, na rua, na escola, no chão de fábrica, na comunicação, nos movimentos sociais, na gestão de políticas pública, na diversidade infinita das nossas potências e possibilidades de produção de conhecimento.

A missão do festival é ser plataforma de formação, cultura, inovação, geração de renda, impacto social, encontro, encanto, acolhimento, celebração e resistência. Neste ano, o festival homenageia a cantora e violinista baiana Rosa Passos, a artista Zezé Mota, uma das maiores ativistas da música afro-peruana e ganhadora de três Grammy Latinos Suzana Baca e a vice-presidente da Costa Rica Epsy Campbell.

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