Mês do Chocolate: consumo do doce aumentou durante a pandemia

Paixão por todos os cantos do planeta, o chocolate tem um “Dia Mundial” próprio: 7 de julho. A data marca a chegada da iguaria à Europa, no Século XV. E, no Brasil, sétimo maior produtor de cacau do mundo, com movimentação anual de R$ 20 bilhões (segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), um fenômeno chamou a atenção no último ano: um crescimento exponencial no consumo do doce.

De acordo com pesquisa recente, intitulada de “ConVid”, feita em parceria pela Fundação Oswaldo Cruz com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), 63% dos adultos brasileiros entre 18 e 29 anos estão comprando mais chocolate desde o início do isolamento social. E o número de mulheres que passaram a comer a iguaria em, ao menos, dois dias por semana, cresceu 7% em comparação ao período anterior à pandemia do novo coronavírus.

Já levantamento do Instituto Kantar, encomendado pela Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab), mostrou que 90,1% dos lares no Brasil tiveram consumo de chocolate em 2020. Segundo o estudo, 55,4% da população brasileira compram chocolate mensalmente. O faturamento da categoria, desta forma, aumentou 9% em relação a 2019.

A Takasago, uma das cinco maiores empresas de aromas e fragrâncias do mundo (com operação em 27 países, incluindo o Brasil), consegue explicar o fenômeno. De acordo com pesquisa da própria empresa, 60% dos consumidores se sentem felizes quando comem o doce. O potencial de desenvolvimento de aromas coloca o alimento no radar da empresa, que realiza pesquisas frequentes com consumidores brasileiros a fim de identificar suas preferências e principais tendências. Os estudos mais recentes da Takasago ainda revelaram que os consumidores associam o chocolate com a sensação de bem-estar e satisfação imediata.

“Acreditamos que o aumento no consumo do chocolate pode estar relacionado com o momento atual que vivemos, por ser um alimento que traz conforto e segurança, sensações que os consumidores têm buscado com mais frequência nesse último ano”, comenta Rafaela Bedone, Head de Marketing e Consumer Insights da Takasago.

Sensação de bem-estar
Os dados colhidos pela Takasago mostram que o consumidor associa o chocolate a momentos de bem-estar e satisfação imediata. Os sabores que combinam com esse momento são inspirados em sobremesas, bebidas alcoólicas, frutas exóticas e especiarias.

Momento de consumo
Os brasileiros têm diferentes momentos de consumo de chocolate e buscam produtos com funcionalidades específicas para cada hora do dia: 64% dos brasileiros consomem chocolate após o almoço; 34% como lanche da tarde. Além disso, 44% comem chocolate quando estão sozinhos; 42% com a família e filhos; e 37% em ocasiões especiais.

Perfis de consumidores
São muitas as preferências dos brasileiros com relação ao chocolate: 30% são propensos a escolher a iguaria com ampla variedade de formatos e consideram provar novos sabores; 24% gostam de chocolates em barras tradicionais, mas também consideram provar sabores novos; 24% gostam de sabores que tragam benefícios, com aromas naturalmente doces; 22% preferem chocolates com texturas diferenciadas, com a inclusão de nuts, por exemplo, mas não querem que fiquem grudados nos dentes, já que buscam por satisfação e sabor no recheio.

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