Entrevista Pedro Simões

Como começou o Garage Burger?

Eu tinha um food truck de burger artesanal e participava de feiras e eventos itinerantes de gastronomia. O Garage surgiu da vontade de ter um local fixo onde pudesse servir outros pratos além dos burgers. Então em conversas com 2 grandes amigos, resolvemos entrar nessa empreitada juntos e criar o Garage.

Hamburguer sempre foi uma paixão?

Sempre gostei muito de burgers. Aqui no Rio quando pequeno adorava comer no Joe Leo´s que nos anos 90 foi um dos precursores dos burgers mais gourmetizados aqui no Rio. Mas a vontade paixão mesmo veio depois quando comecei a levar a gastronomia mais a sério e como possível profissão. Ai sim comecei a tentar blends com carnes diferentes e combinações novas de molhos e queijos.

Qual o primeiro hamburguer que você fez?

Foi o Trovão Azul . Ele é feito com queijo Gorgonzola, um queijo forte que quase ninguém usava em burgers mas que é muito usado na gastronomia. Nele eu fiz uma combinação com maionese de mel e cebola caramelizada que super combinam com o sabor forte do gorgonzola e fica sensacional. Até quem não gosta de gorgonzola come o Trovão Azul e se surpreende com a combinação de sabores.

Como começou sua experiência na gastronomia?

Eu sempre gostei de cozinhar para amigos e família. Mas comecei a levar a gastronomia a sério, quando cursava Marketing e por uma confusão da faculdade perdi o dia da minha rematrícula e teria que ficar 6 meses sem estudar. Resolvi me matricular no curso de chef executivo no Senac para não ficar sem fazer nada até retomar o curso de MKT. Acabou que comecei o curso no Senac e 6 meses depois não retomei a faculdade de MKT. Então larguei tudo que fazia e fui me dedicar 100% à gastronomia.

Qual o melhor hambúrguer que você comeu?

Modéstia à parte o meu.
Mas sou fã do Hells Burger e do Bar do MOMO. São 2 lugares que fazem burgers como devem ser feitos.

Com sua experiência nos hamburgueres artesanais, qual sua opinião sobre os (hamburgueres) de fastfood?

Burger de fast food tem seu valor mas não se comparam aos burgers “artesanais’’ pela qualidade e forma como são produzidos. Mas acho que há uma tendência de burgers mais finos com carnes de até 100g, os smash e ultra smash que veio para ficar e são deliciosos. O Patties em São Paulo e o CJ´s em Belo Horizonte são exemplos disso. Eles servem burgers menores com menos ingredientes em sua composição, tipo fast food mas que são feitos com ingredientes frescos e de alta qualidade. São deliciosos.

Como foi a adaptação da marca nessa pandemia?

Foi uma adaptação difícil principalmente na parte operacional com o delivery ganhando um peso maior ainda no faturamento da casa, a adequação do cardápio com o objetivo de ficar mais enxuto e atrativo, e de como dar segurança para o cliente que os cuidados de higiene que já são grandes em uma cozinha, estavam redobrados.

Qual foi seu maior desafio relacionado ao seu restaurante?

Eu sempre digo que há uma grande diferença entre gostar de cozinhar e ter um Restaurante. Os desafios são grandes. Mas com certeza reabrir o restaurante após 3 meses fechado por causa da pandemia. O primeiro mês foi muito complicado e com muitas incertezas. Mas aos poucos as coisas foram se acertando e conseguimos seguir em frente.

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