Ex-alunos cervejeiros da Firjan SENAI investem em frutas para atrair maior público

Websérie “Desafios do Mercado de Alimentos e Bebidas” reuniu representantes da Mean Sardine, Soul Tere e Hocus Pocus

“A Firjan SENAI foi um divisor de água na minha vida”. “O curso de cerveja me deu mais do que eu esperava”. “Não tivesse esse curso, não estaria onde estou hoje”. Dessa forma, três cervejeiros de sucesso, formados pela Firjan SENAI, avaliaram a importância que os ensinamentos representaram na vida profissional e até no aspecto pessoal. As declarações foram feitas durante o debate na websérie “Desafios do Mercado de Alimentos e Bebidas”. O Curso Técnico de Cerveja será retomado em 2021, na Firjan SENAI Tijuca.

O curso é um aprendizado tecnológico e de gestão no processo de fabricação da bebida, e já formou mais de 700 cervejeiros na escola que funcionou em Vassouras, até dezembro de 2016. Para Daniel Ramiro, da Cervejaria Mean Sardine e morador de Portugal, o curso “é fundamental para quem quer entrar no meio e seguir sem grandes dificuldades com maquinário, com entendimento de operação de qualquer parte de adega e de utilidades”. Já Gabriel Di Martino, da Cervejaria Soul Tere, de Teresópolis, destacou o diferencial que a Firjan SENAI fez na carreira e na vida pessoal, que ele passou a levar com mais seriedade.

A cervejaria é um segmento em que a criatividade é um dos diferenciais. Isso foi o que ficou evidente no encontro de 15/10, que discutiu “A Criatividade é o limite: reescrevendo técnicas e estilos cervejeiros”. O evento integrou a websérie realizada em comemoração ao Dia Mundial da Alimentação e ao Dia Mundial do Pão (16/10).

Criatividade para novos hábitos

“Empresas de sucesso no segmento vêm buscando aliar criatividade, muitas vezes reescrevendo estilos com uma assinatura própria, por exemplo, utilizando frutas e madeiras nacionais em formulações de cervejas tradicionais. Aliada à criatividade, o controle de processo irá garantir uma experiência sensorial única, sempre que o cliente consumir a cerveja que mais lhe agrada”, explicou José Gonçalves Antunes, especialista técnico de Educação da Firjan SENAI, que mediou o encontro.

Rafael Fonseca, da Cervejaria Hocus Pocus, de Três Rios, ressaltou que o país dispõe de farto material para ajudar a criar novos hábitos, produzindo cervejas mais leves. “Tem muita coisa nova, o Brasil é muito rico em frutas, ervas e plantas”, destacou ele, que está utilizando o caju na formulação de alguns rótulos.

Gabriel Di Martino também aposta no uso de frutas para suavizar o sabor amargo e ácido da cerveja sour, promovendo uma experiência única para que as pessoas queiram repeti-la. A primeira a ser lançada ganhou uma pegada de drink, com sabor de coco e abacaxi. Ele também fez uma sour de mate com limão para tornar mais popular o consumo desse tipo de cerveja na Região Serrana.

Mas não é só no Brasil que uma cervejaria moderna utiliza frutas para aproximar o público, apostando em um sabor mais familiar. Em Portugal, Ramiro desenvolveu uma cerveja que reúne ainda vinho do Porto e figo. “Utilizar esse universo do vinho para a cerveja acaba sendo enriquecedor, não só para trazer novos aromas e sabores de diferentes composições, mas também para chegar mais próximo de quem bebe o vinho cotidianamente e está colocando a cerveja de lado”, exemplificou Ramiro.

Assista à palestra em https://youtu.be/WOw7bKG28J8

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