Entrevista Thomas Troisgros

Como despertou interesse pela gastronomia?

  • Eu cresci nesse meio. Desde pequeno sempre fui muito estimulado com todos os elementos da cozinha. Nunca houve uma pressão apesar de ser a quarta geração de uma família de cozinheiros. Mas aos 18 anos eu simplesmente não sabia o que fazer e a cozinha se tornou um caminho natural. Cheguei a pensar em trabalhar com esporte, fiz marketing, mas aprendi a gostar da vida e do dia a dia de restaurante.

Qual a primeira receita que voce fez?

  • Vão se divertir, mas tenho lembranças de macarrão instantâneo incrementado com cebolinha picada e requeijão (risos). Mas também fazia um ótimo ovo mexido com bacon e um toque de leite para deixar mais cremoso.

Qual sua receita favorita?

  • Em casa hoje em dia tenho gostado muito de fazer saladas com inspiração grega. Algumas folhas, legumes como rabanete, pepino, cebola roxa, tomate… Coloco também queijo feta. Faço um vinagrete puxado na mostarda de Dijon e as vezes alguma proteína que pode ser desde um excelente atum em lata como um porquinho grelhado.

Qual sua comida favorita?

  • O brasileiríssimo Jabá com Jerimum. Até porque é um dos pratos favoritos do meu pai e que ele sempre fez.

Sendo chef, como é a pressão de ter uma família com tanto nome na gastronomia?

  • Não diria que é uma pressão e sim uma responsabilidade de manter um legado tão bonito e de tentar no mínimo ser igual. O problema é que a barra do meu avô sempre foi muito alta (risos).

Como foi a influencia do seu pai na sua decisão sobre seguir a carreira na gastronomia?

  • Meu pai nunca botou pressão. Mas desde pequeno quando eu queria ir para uma colônia de férias ou jogar bola, meu pai me levava para a cozinha para treinar. Fui desde cedo aprendendo sem me dar conta. Esse estímulo sim sempre esteve presente.

O que voce pode contar sobre a experiência de ter estudado no Culinary Institute of America?

  • Quem me sugeriu essa escola foi o Paul Bocuse, um dos meus mentores. Ele também havia enviado seu filho para estudar lá. Foi uma experiência maravilhosa. É uma escola que em sua grade abrange todas as culinárias do mundo. Eu vi de tudo e aprendi qual caminho deveria seguir para criar meu estilo e minha assinatura.

Como é a experiência de poder trabalhar com seu pai?

  • É sempre uma experiência boa. Rola uma troca com ele. Temos a mesma base, mas construímos estilos diferentes. Então é sempre bom ter essa outra visão, além de sempre ser um aprendizado.

Como ta sendo trabalhar no Rio Gastronomia?

  • Não é a primeira vez e sempre é muito bom. Encontro amigos, tenho trocas com chefs de outros estados e damos a oportunidade dos cariocas de explorarem e aproveitarem desse clima de amizade que sempre resulta em boa comida.

Quais são seus planos para o futuro?

No Rio quero ver o Grupo T.T. Burger crescer cada vez mais com novas ideias. Recentemente lançamos o Tom Ticken, que é nossa terceira marca (a segunda é o Três Gordos) tornando o frango o protagonista. E tem muitas ideias ainda fervilhando na minha cabeça. Já em São Paulo estamos com o Chez Claude e também tem muita coisa boa para chegar.

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