Entrevistas


Cecília Borges

Proprietária do Cecília Borges Buffet Culinária com Arte e autora do livro

Atualizado em 22/08/2017

Cecília Borges, uma apaixonada por gastronomia e pela arte de receber, completa 20 anos de uma bem sucedida carreira à frente do Buffet Cecília Borges Culinária com Arte. A exclusividade e o capricho nos mínimos detalhes são assinaturas do seu trabalho, no qual faz questão de cuidar pessoalmente desde a escolha das flores às louças, cores e até mesmo da seleção musical. Aí está seu diferencial: ela é completa. Seu jeito para pilotar fogões e inventar delícias na cozinha vem da família materna. A avó Alda Séve, outra figura emblemática da sociedade, era uma pessoa criativa e sempre em busca de novidades. Um conselho que a neta nunca esqueceu: “Minha filha, se você souber cozinhar bem, se dará bem em qualquer lugar do mundo e em qualquer regime!”. A história profissional de Cecilia começou quando ainda cursava a faculdade de hotelaria. Ela e sua mãe Lucília formaram uma dupla pioneira na criação da primeira empresa de comida congelada do Rio de Janeiro, a Coma Pronto. A crescente demanda na época pela praticidade dos congelados aliada ao sabor da comidinha caseira fez do negócio um sucesso. “Foram oito anos de Coma Pronto. Esta foi a minha grande escola". 

1. Como surgiu a vontade de cozinhar e fazer disso tua profissão?

Venho de uma família que sempre adorou a arte de receber. Desde pequena ajudava a escolher as louças, arrumar a mesa e fazer as compras da casa. Adorava ver o jardineiro arrumado as flores, que eram normalmente do jardim. Fui crescendo festeira também, na hora de escolher o que fazer na faculdade, vi que não me encaixava em nenhuma das caixinhas, tentei varias coisas até entender que eu poderia profissionalizar o que eu mais gostava: A ARTE DE RECEBER.

2. Existe algum prato no qual você goste mais de cozinhar?

Adoro trabalhar com frutos do mar, sou filha de pescador e sempre frequentei Angra, desde que me entendo por gente. Lembro-me do meu pai chegando com o barco cheio de robalos, badejos, vermelhos, lagostas etc. Já chegavam pulando na panela ou no forno.

3. Quais foram as maiores dificuldades neste meio ao longo da sua carreira?

Trabalhar com padrão às vezes é meio difícil, pois nem sempre certo fornecedores mantém a qualidade dos ingredientes. Às vezes compramos um produto maravilhoso e quando pedimos a segunda remessa, não está tão maravilhoso. Isso prejudica muito, pois não depende de nós.

4. Qual ingrediente não pode faltar na sua cozinha?

Azeite de boa qualidade, um bom chocolate, um creme de leite fresco, uma boa manteiga etc.

5. Conte um pouco sobre seu buffet.

Meu buffet nasceu dos jantares que eu dava lá em casa. Um amigo pediu para fazer em sua casa, outro também e assim foi.

A nossa característica é de personalizar o serviço o máximo possível, respeitando o modo de cada um receber. Acho que cada um gosta de receber da sua maneira, e isso tem que ser respeitado. Criamos cardápios temáticos, veganos, vegetarianos e clássicos. Temos uma equipe muito capacitada, atenciosa e simpática.

6. Como é a demanda?

O mercado no Rio oscila assim como a economia. A nossa clientela são de pessoas exigentes e que gostam de comida boa, de excelente qualidade, mas com sabor. Acho que a comida não pode ser só bonita, ela tem que ser muito saborosa também. Eu gosto que o sabor fique na memória das pessoas (tipo; sonhei com aquele arroz de haddock da Cecilia hoje).

7. Existe algum prato que seja o mais pedido?

Arroz de pato que fazemos é unanimidade.







Publicidade

Publicidade



Publicidade

Publicidade