Entrevistas


Marcilio Araújo

O Chef Marcílio Araújo é proprietário do restaurante Benedictine desde 2013, antes, comandou a cozinha do conhecido Le Vin por 16 anos

Atualizado em 30/03/2017

Com formação francesa, o Chef Marcílio Araújo se apaixonou pela cozinha italiana e abriu o Benedictine, localizado no Shopping Village Mall, na Barra da Tijuca.

1. Você trabalhou durante anos em um restaurante Francês e quis abrir um restaurante Italiano, qual sua relação com a cozinha italiana e a Itália?
Apesar de a minha formação ter sido toda francesa, houve um momento da vida em que sempre que eu viajava, eu estava na Itália. Gosto e pratico uma cozinha muito simples, comida baseada em produto, que é a essência do que a Itália faz. Não que na França não faça, mas no seu interior. Foi paixão, é uma comida que realmente me encantou.

2. Existia um Benedictine em São Paulo. Você vê alguma diferença entre o público carioca e paulista?
Muita gente que frequenta aqui (Rio) frequentava o de São Paulo e muita gente que frequentava o de São Paulo frequenta aqui, é basicamente o mesmo perfil.

3. Conte um pouco da sua história com a culinária.
Aos 14 anos comecei a cozinhar, em Barbacena/MG, e eu vim de uma família muito humilde, nessa escola que na ocasião não tinha nem curso superior, era só ensino técnico, meus pais me colocaram pra eu não ter tempo ocioso. E eu gostava do dinamismo da cozinha, de não ser aquela coisa cansativa e rotineira, sempre uma atividade bastante interessante. Aí eu fui pra Belo Horizonte, fiquei 5 anos lá. Trabalhei em um restaurante chamado Café Ideal, depois eu fui para o Esplêndido, por último passei pelo A Favorita. Depois fui para São Paulo trabalhar no Café Antique, do mesmo dono do Le Vin e o Chef era o Jacquin. Fiquei no Le Vin por 16 anos.

4. O Chef Erick Jacquin é muito conhecido no Brasil e todos sabem o quanto ele é rígido, assim como muitos Chefs. Como era sua relação com ele?
Ao Jacquin eu só tenho a agradecer. Nunca tive nenhuma dificuldade de relacionamento com ele, muito pelo contrário. Ele é uma pessoa exigente com tudo o que faz, mas é uma escola, é um cozinheiro genial.

5. O Benedictine está presente nas plataformas digitais, o que acha sobre essa nova utilidade?
Nós temos assessoria de imprensa, assessoria de comunicação. E hoje é imprescindível, é uma mídia mais barata, mais rápida, mais eficiente, porque hoje em dia todo mundo tem um smartphone, é muito direto.

6. Como foi o processo de querer abrir o próprio negócio depois de 16 anos trabalhado num restaurante tão famoso?
Eu sou feliz pai de 4 crianças, e na época realmente eram criancinhas mesmo, porque eu abri o Benedictine em 2013 e o mais velho nasceu em 2008, tinha 5 anos. Sempre fui uma pessoa inquieta, era o momento de eu fazer, tanto que continuo amigo do Francisco (dono do Le Vin). E realmente é um desafio, e é um desafio constante, diário, a cada abertura do restaurante é uma inauguração. Não é uma coisa que você consegue criar de uma forma mecânica.

7. Como é o cardápio do Benedictine? Muda muito ou é mais estável?
Eu trabalho mais com sugestões e deixo o cardápio mais calmo. Hoje nós já temos uma história aqui, têm vários clientes que eles mesmos já vendem a comida para as pessoas, não tem jeito. Então não mexemos nos menus. Aqui não se fala “não”, quando é necessário mexer, a gente autoriza e o cliente solicita o que ele quer.

8. Tem algum prato que seja mais o pedido no restaurante?
Tem uma danada de uma massa feita dentro do parmesão que é um negócio. Vende muito.

9. Qual o ingrediente mais usado na cozinha do Benedictine?
Como nós produzimos tudo, do pão ao sorvete, farinha de trigo certamente é o que mais se usa.

10. Como é a alimentação na sua casa?
Na minha casa é normal. Arroz, feijão, carne, verdura. Frescura nenhuma.

11. O Menu Nostalgia com comidas típicas brasileiras ainda existe?
Isso foi em função do momento em que estávamos vivendo com Copa, Olimpíadas, então era uma oportunidade, mas penso que seja muito importante a pessoa ter o Benedictine ligado à culinária italiana.

12. Mas você como mineiro nunca teve vontade de se voltar para a cozinha mineira?
Eu faço como sugestões, por exemplo, baião de dois, costela com mandioca, no Menu Executivo tem rabada com polenta e agrião, então não tem jeito, não tira o “pezinho” dali.

 







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