Clube do Vinho


Vinhos na África do Sul

Mesmo sendo o oitavo maior produtor mundial de vinhos, mais de 20% das uvas colhidas na África do Sul não se destina à produção de vinho. O país está entre os maiores produtores mundiais de destilados (“brandy” ou brande) e de suco de uva.

Atualizado em 15/02/2015

Produzem-se todos os estilos de vinhos na África do Sul, de espumantes a fortificados, de vinhos encorpados e exuberantes até os mais elegantes e sofisticados. Os especialistas costumam dizer que são os vinhos do Novo Mundo mais próximos do estilo de vinhos do Velho Mundo, porque tem a estrutura e o comedimento destes com a intensidade de fruta daqueles. Os cortes estão ganhando terreno na predileção dos consumidores, mas os varietais ainda são os preferidos.

Existe uma pequena produção de espumantes, principalmente de Sauvignon Blanc e Chenin Blanc, com crescente participação de Chardonnay e Pinot Noir. O método clássico é chamado de "Méthode Cap Classique" (MCC) para evitar o uso do termo "Champenoise" ou "Champagne", por pressão do Comitê Interprofissional do Vinho de Champagne, da França. Também é utilizado o método "Charmat", lá conhecido como "Tank Method". Os espumantes MCC geralmente são feitos à base de Chardonnay e Pinot Noir, embora alguns produtores usem também a Pinot Meunier e outros a Chenin Blanc ou mesmo a Pinotage. Existe também o MCC tinto, de Shiraz e Pinotage.

De um modo geral, os vinhos sul-africanos ainda não tem um estilo definido, pois vários dos mais importantes vinhedos são muito recentes, sem um terroir definido, e os vinicultores ainda estão se desenvolvendo e adotando as técnicas mais modernas de irrigação e de vindima, bem como uma filosofia de produção mais orgânica, que permita aos vinhos expressar sua procedência.

A vinificação também tem sido aperfeiçoada, seja pela adoção de alta tecnologia, como a micro-oxigenação e a fermentação em barricas, seja pela confiança para retomar métodos tradicionais, como a fermentação em grandes cubas de madeira e a vinificação natural, sem adição de leveduras cultivadas (isto é, permitindo a fermentação espontânea com as leveduras selvagens, naturalmente presentes no vinhedo) e sem a adoção de métodos de clarificação do vinho (retirada de sólidos em suspensão, para aumentar a limpidez da bebida e reduzir sedimentos), como a colagem ou a filtragem.



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